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Out 09
publicado por Marco Moreyra, às 17:50link do post | comentar

 

«a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana» (...) «A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!» Entrevista de José Saramago à Lusa em 18.10.2009

 

O proselitísmo ateísta de Saramago não é novidade. O seu ateísmo militante resulta da intolerância para com a religião e da defesa de um totalitarismo intelectual. Aquilo que o move é mais que uma ideologia política. De outra forma não se poderia compreender que aquilo que Saramago quer fazer com a sua provocação a um livro sagrado para judeus e cristãos é tão somente um acto de propaganda da face mais negativa do capitalismo desenfreado.

 

Neste caso partícular, indiferente ao paradoxo, o escritor comunista utiliza a forma mais arcaica de propaganda para um fim capitalista. O alvo: a religião. O fim: a venda do seu próximo romance. A polémica acende uma espécie de fogueira de vaidades com que pretende incendiar a opinião pública e incitar os media a falarem do seu "Caim", claramente mais do que este merece.

 

Saramago sabe que as banalidades boçais com que entope os jornais, rádios e TV's são pérolas mediáticas, apesar de estarem ao nível das crises religiosas da adolescência. "A mim não me enganas tu" é o refrão de uma música que a minha avó me costumava cantar e serve que nem uma luva, para uma resposta popular apropriada à "demência" vinda de Lanzarote.

 

Tristes daqueles que o levam a sério, porque o que este faz é puro calculismo financeiro. Como defendo a máxima que aqueles que são (só) imbecis devem ser ignorados, não leio, nem compro... a não ser que seja para fazer aquilo que o João coloca no seu blog "A Geografia das Curvas".


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