25
Set 09
publicado por RAMM, às 17:50link do post | comentar

 (Qualquer semelhança entre este texto e a realidade é pura ficção…)

 

A CARAVELA DA ESPERANÇA 

 

O anúncio do novo espaçoporto, erguido na antiga praça central do Freeport, era oficial. O Governo em peso secundava um Primeiro-ministro radiante que anunciava em directo a todos os órgãos de comunicação social, que Portugal entrava na era espacial.

– Portuguesas e portugueses, Portugal voltará a ser pioneiro nos descobrimentos. Pertenceremos ao grupo restrito de países com capacidade para enviar seres humanos ao espaço. Melhor ainda, com capacidade para enviar portugueses ao espaço. Aos Americanos chamaram-lhes astronautas, aos russos cosmonautas, aos portugueses chamaremos argonautas, em homenagem aos nossos grandes navegadores. – E assim continuou por mais meia hora até que o último canal ainda em directo cortou a transmissão para compromissos comerciais.

As reacções não se fizeram esperar. Qual TGV, qual aeroporto, o PM tinha acabado de tirar da cartola a saída para a crise ao apresentar a nova caravela da esperança. O projecto espacial português traria de volta o orgulho de ser Português, originando uma onda de esperança que traria mais trabalho às fábricas nacionais, e tiraria do desemprego muitos portugueses. No seguimento do discurso, todos os órgãos de comunicação social receberam um folheto promocional onde estava descrito em detalhe todo o projecto.

Fora também anunciado um programa inovador chamado novas oportunidades espaciais onde seria dada equivalência a uma licenciatura a todos os que fossem argonautas, bastando para isso estar inscrito nos centros de emprego e ter conseguido o 12º através do anterior programa de novas oportunidades.

Construída em tempo “record” com os apoios comunitários não recebidos pelo Ministério da Agricultura e Pescas, a primeira nave espacial portuguesa estava pronta e era uma réplica fiel de uma caravela quinhentista à qual fora adaptado um propulsor a gás natural de tecnologia lusa.

Joaquim Pereira era o chefe desta missão, ele que fora motorista da carris estava delirante com a possibilidade de voltar a trabalhar e obter a licenciatura através do programa “novas oportunidades espaciais”.

A Caravela da Esperança, como já era conhecida pelo povo, era controlada por um novo sistema operativo denominado Spacimplex instalado no Magalhães, que entretanto fora acoplado ao painel de instrumentos.

Placas de cortiça reforçada e um composto de cerâmica nacionais protegeriam a nave das radiações espaciais e do calor da reentrada na atmosfera. O combustível era inovador, a caravela utilizava velas solares que catalizavam a energia directamente do sol para um acumulador de calor, que por sua vez e sob pressão era libertado para uma câmara onde seria injectado gás de origem Líbia.

Um mês depois, e passada a euforia inicial, a noticia caiu que nem uma bomba. A utilização do Magalhães como computador de bordo obrigou a substituição de Joaquim Pereira por um anão. O minúsculo teclado do Magalhães impedia uma utilização normal devido aos dedos grossos do ex-motorista da carris. Joaquim Pereira passara assim a ser o primeiro licenciado espacial no desemprego. Os sindicatos e os partidos de esquerda insurgiram-se em manifestações de apoio ao ex-motorista espacial, e os trabalhos atrasavam-se a um ritmo cada vez maior de greves e boicotes.

Para piorar a situação, Marinha e Força Aérea mantinham um impasse desde os primeiros dias e lutavam agora juridicamente sobre a quem recaia a alçada do espaço e da caravela da esperança. Passados dois meses e diversas providências cautelares que impediam a caravela de descolar, a era espacial portuguesa caía no esquecimento.

A noticia sobre o fim da era espacial portuguesa saiu envergonhada no Diário da Republica. O governo tentava a todo o custo evitar mais uma chacota internacional. Marinha e Força Aérea iniciavam agora uma nova batalha jurídica sobre quem teria direito a ficar com o protótipo da caravela como cabeça de cartaz dos seus respectivos Museus. O anão passava a ser o 2º desempregado espacial não sem antes ter vendido o Magalhães na feira da ladra.

A esperança é a ultima a morrer.

 

Ricardo Afonso Moreno

 

 


21
Set 09
publicado por Marco Moreyra, às 15:33link do post | comentar

 «A democracia não garante igualdade de condições - só garante igualdade de oportunidades» Irving Kristol (pai do Neoconservadorismo)

 


15
Set 09
publicado por Marco Moreyra, às 14:39link do post | comentar

Embora retenha na memória alguns sketches hilariantes dos quarteto humorístico Gato Fedorento, não posso garantir que seja o meu tipo de humor preferido. Talvez por isso, o 1.º episódio do seu novo programa me tenha passado despercebido apesar dos constantes anúncios nas redes sociais da web, para além dos enormes placardes em estilo político que ‘Os Gatos’ decidiram caricaturar utilizando o fundo de imagem dos dois principais partidos.

 

 

 

Algo que poderá também ter pesado neste meu esquecimento é a figura do convidado estreante do «Esmiuça os Sufrágios». Apesar de não desprezar Sócrates fora do fato de Primeiro Ministro, confesso que não lhe reservo grande margem para o humor. Fiquei particularmente constrangido quando este tentou fazer uma piada num programa da SIC que mostrava os políticos numa dinâmica mais informal, tentando retractar o seu dia-a-dia. Enquanto desdenhou o humor brejeiro, tentou algo requintado e saiu asneira ao ponto de me fazer corar. De todos os mostraram “o outro lado”, Sócrates pareceu-me, ele próprio, o mais constrangido, talvez por não se conseguir libertar da espécie de limbo que criou quando recentemente passou de arrogante a humilde. Deu-me a sensação que já não consegue ser ele próprio atrás das câmaras.

 

Já neste programa d’Os Gatos, ao que parece, pela reacção da opinião pública, Sócrates ter-se-á saído muito bem, apesar de não se ter preparado – segundo ele. Já Ricardo Araújo Pereira não conseguiu fazer o boneco de Jon Stewart que possivelmente pretendia recriar e demonstrou também algumas fazes de constrangimento, nas respostas às suas piadas por parte do Primeiro Ministro.

 

Agora, para constrangir “a sério”… giro, giro, era organizar uma pequena entrevista com esse fenómeno de humor luso de seu nome Bruno Aleixo: Entre um “então, olha aqui este jogo… qu’eu inventei” e um “iiii ca burro”, certamente eu não faltaria a tal chamamento televisivo. Sem constrangimentos… 


14
Set 09
publicado por Marco Moreyra, às 09:34link do post | comentar

 

Imagino que Bernard Schlink, quando escreveu em 1995 «Der Vorleser», provavelmente não imaginaria que seria adaptado pouco mais de 10 anos depois, principalmente depois de alguma onda de critcismo que acusava o romance de “pornografia cultural”, sob o ideal de que o romance simplificava a história e compelia os leitores a identificarem-se com os perpetradores nazis.

 

Acusações à parte, Schlink escreve um livro que não tive a oportunidade de ler, por pura ignorância, uma vez que está editado em português nas Edições ASA, e Stephen David Daldry, perspicaz, decide adaptar aquele que terá sido, quanto a mim, o melhor filme de 2008. Mais do que isso, conseguiu aquilo que ainda não tinha conseguido com «Billy Elliot» e «As Horas», apesar dos diversos prémios que as películas receberam – criar uma obra-prima.

 

A história desta paixão proibida tem, curiosamente, como foco principal o pré e pós-romance entre as duas personagens. Os crimes que Hanna cometeu durante a II Guerra Mundial e o seu julgamento.

 

Durante a relação, pouco duradoura, nada levaria Michael, o jovem estudante de direito a pensar que a sua relação com Hanna era algo mais que uma relação pouco ortodoxa com uma mulher com mais do dobro da sua idade. Havia de facto, algo mais – a culpa de uma participação activa numa das maiores fábricas de morte do Holocausto.

 

Mas Hanna, não é nem mais nem menos, que mais uma cidadã alemã que no início da sua vida adulta fez parte de um dos maiores crimes da história da humanidade. Não é um monstro! É um ser humano que, como tantos outros, teve sobre si a culpa de compactuar com um regime totalitarista e uma cultura genocída. Como poucos foi considerada culpada pela justiça dos homens. Serviu para ser um símbolo do castigo e da vergonha nazi. Com ela, a culpa de muitos acabou por morrer solteira. Talvez porque fosse demasiado “utópico” para os homens castigar todos os implicados. Essa é grande mensagem do romance: A culpa conjunta não é, de facto, castigada. Em detrimento da vergonha e responsabilidade colectiva escolhe-se um cordeiro para falsa expiação. O cordeiro é sacrificado e passa a viver-se na ilusão que se fez justiça. Com isto deve ficar claro que Hanna não é uma mártir, é uma criminosa atroz. Em nada diferente de muitos, repito, que não foram acusados. Só é diferente por ter preferido a honestidade à mentira.

 

O exercício que «O Leitor» obriga é desconfortável, mas necessário para entender que há mensagens que não servem para resolver ou entender males irreparáveis, mas antes para nos ensinar que não dispomos de uma forma padronizada de sentir e pensar. É um exercício de pluralismo intelectual, cultural e emocional, que embora difícil, no ensina a crescer nessas três áreas. É por isso que para mim foi o melhor… os Óscares preferiram “aquele do concurso”.

 

 

Nota: Kate Winslet ganhou, com muito mérito, o prémio de Melhor Actriz Principal.


09
Set 09
publicado por Marco Moreyra, às 10:40link do post | comentar

 

 

Ministro da Cultura do Egipto há 20 anos e anti-semita desde criancinha, Faruk Hosni, é o candidato favorito a director geral da UNESCO. Não sei se os "media" portugueses tiveram alguma atenção a este curioso facto, mas se não, justifica-se claramente a minha falta de interesse nesta categoria lusa.

 

Apesar dos seus apoios falarem por si, (não fossem eles a Liga Árabe, a União Africana e a Organização da Conferência Islâmica) vou talvez lançar mais umas achas para a fogueira, até porque o indíviduo parece ser muito amigo do "queimar".

 

Elie Wiesel, denunciou a vergonha de um "naufrágio anunciado" da Unesco quando acusou Hosni de ter feito declarações infelizes contra os judeus. Por exemplo, o facto deste ter acusado a cultura israelita de "desumana" e manifestar preocupação pela "infiltração de judeus nos meios de comunicação internacionais".

 

Eu cá, que sou um bocadinho menos irudito preocupa-me mais aquela deixa que o Sr. Faruk teria imenso gosto em queimar todos livros em hebraico de todas as bibliotecas do seu país. Lembro-me de um ou dois com ideias semelhantes e coisa não correu bem... enfim, a UNESCO é que escolhe, mas todos nós é que pagaremos mais cedo ou mais tarde.

 

Triste mote este do "Que ganhe o pior!"

 

 


04
Set 09
publicado por Marco Moreyra, às 16:27link do post | comentar | ver comentários (1)

 

... o Porto acordou mais bonito! 

Ler aqui:


publicado por Leopoldo Parada Pestana, às 10:11link do post | comentar

Leopoldo Pestana concorda com o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes para o facto de muitos dos pacientes em Portugal estarem para receber cuidados de saúde por profissionais com diplomas provenientes de países do Terceiro mundo.

 

Ora, para o presidente da Associação, Dirigente da Liga dos Direitos do doente em Itália e filiado no CDS/PP, esta é uma questão muito importante porque uma vez recrutados tais clínicos para exercer em Portugal, o Estado, arrisca de não garantir a qualidade dos serviços de saúde de proximidade.

 

Diz Leopoldo Pestana quem tem cursos de medicina de um país terceiro-mundista não pode garantir um serviço de medicina digno de um país europeu.

 

Quanto ao artigo do Diário de Noticias de 26/08/2009 dando a noticia de uma médica que deixou Cuba para exercer a profissão no Alentejo, Leopoldo Pestana considera que é inaceitável e grave, visto que o dirigente da liga dos direitos do doente e o CDS defenderem o aumento da despesa na saúde pública de qualidade.

 

Leopoldo Pestana diz ainda que resta saber se os diplomas universitários destes 44 clínicos cubanos foram ou não reconhecidos por uma Faculdade de medicina portuguesa.

 

O "brigadeiro" acrescenta, enfim, que se a Ministra da Saúde Ana Jorge quer mesmo recrutar médicos que venha à Itália.

 


03
Set 09
publicado por João Paulo Castanheira, às 23:48link do post | comentar

 

 

A obsessão do Partido Socialista com a TVI é doentia e ameaça arrastar Portugal para a lama.

 

Primeiro, tentaram sentar-se em cima da estação via Pina Moura e a coisa não correu bem.

 

Depois, ensaiaram apoderar-se do canal via Portugal Telecom e a coisa correu bastante mal.

 

Agora, decidem decapitar a direcção de informação via Prisa e tudo parece estar a correr ainda pior.

 

Pergunta-se: mas por que raio insiste o Partido Socialista em calar a TVI, quando estes sucessivos episódios parecem representar estrondosos tiros no pé?

 

Pergunta-se: mas a que se deve semelhante desespero e falta de vergonha?

 

Mais do que nojenta e fascizante, esta obsessão é profundamente estúpida, porque faz cair sobre o PS o odioso de aproximar um país europeu das Venezuelas deste mundo.

 

Pois eu acho que só algo de realmente importante pode manter a rapaziada nesta sanha persecutória: naturalmente, as revelações que a TVI se preparava para fazer. No caso Freeport e não só.

 

Há demasiado lixo debaixo deste tapete...
 


publicado por Brigada Destra, às 17:11link do post | comentar

 

Em consideração à "liberdade de imprensa" conforme hoje é testemunhada, 'os brigadeiros' entendem sugerir AUGUSTO SANTOS SILVA* para novo apresentador do Jornal Nacional da TVI.

 

POR UM HOMEM CERTO NO LUGAR CERTO » ASSINE A PETIÇÃO!!!

 

 

* Ministro dos Assuntos Parlamentares do XVII Governo Constitucional de Portugal nomeado pelo PARTIDO SOCIALISTA


publicado por Marco Moreyra, às 14:19link do post | comentar

© Henrique Monteiro

 

via Público » Manuela Moura Guedes confirmou hoje ao PÚBLICO a demissão da direcção de informação da TVI depois da suspensão do Jornal Nacional que apresentava e coordenava e que amanhã regressava depois de um período de férias. Moura Guedes revelou que tem pronta uma peça com notícias novas sobre o caso Freeport, feita por uma jornalista da sua equipa. “Temos pronta uma peça sobre o Freeport, com dados novos e, como sempre, documentados”, disse a jornalista, recusando-se a fazer mais comentários.

 

Depois da saída de José Eduardo Moniz, julgou-se que Manuela Moura Guedes estaria por um fio na TVI. Amanhã volta com o seu Jornal Nacional de Sexta-feira, alvo de uma chuva de críticas, do Governo aos reguladores - que ela também nunca poupa na resposta. Faz finca-pé na filosofia que cultiva no jornal e no seu estilo frontal - é impossível ficar imune ao que se está a noticiar, garante. (...)

 

via i » O comentador político Vasco Pulido Valente já comunicou à direcção de informação demissionária da TVI a decisão de suspender a sua participação no programa “Roda Livre” da TVI 24: “Se não sirvo para comentar à sexta-feira no Jornal Nacional, também não sirvo para comentar às quintas”


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